Ana Laura Almeida Dos Santos

Ensaio Opcional (10/03/17)

O dogma central da Biologia, ao qual se refere Crick (1970), postula que há sempre um processo de transmissão de informação nos sistemas biológicos à nível molecular. Atrelando a este dogma a transmissão da informação com modificação, chegamos a definição de evolução de Charles Darwin, onde se estabelecem as bases de toda a Biologia. A partir dessa concepção podemos entender a Biologia de forma ampla e inferir reconstruções históricas dos organismos vivos também com dados moleculares, e não só com caracteres morfológicos, que podem apresentar limitações consideráveis para esta finalidade.

Correção pelo José Serrano

Gostei da relação que você fez das ideias do Darwin com o Crick, mas no ponto que você disse que o conceito de evolução do Darwin seria a base da biologia é um pouco "arriscado", a biologia evolutiva é só um ramo da biologia como ciência. Concordo com você na sua afirmação que os dados moleculares ajudam nas nas reconstruções históricas de diversos grupos, mas as limitações da morfologia dependem muito da pergunta que você está fazendo. Bom ensaio.

Ensaio 1 (17/03/17)

A perda acelerada de biodiversidade e a necessidade de considerá-la em muitos estudos, mesmo se tratando de espécies ainda não descritas, pressiona cientistas a encontrarem soluções para esse descompasso. A solução apresentada por Vieites et al., 2009 consiste na elaboração de categorias para alocar a biota pendente de descrição formal. As categorias referem-se a candidatas a espécies: (I) bem delimitadas por dados moleculares e por pelo menos mais uma fonte de dados; (II) delimitadas por dados moleculares, mas outras fontes de dados que confirmem esta condição são ausentes; e (III) espécies delimitadas molecularmente e, na presença de outras fontes de dados, não é possível diferenciá-las. A aplicação destas categorias, apesar da permanência na condição de espécies pendentes de descrição, é uma forma de considerar a riqueza de espécies de forma rápida, principalmente em tempos em que perdemos a biodiversidade de forma muito mais acelerada que nossa capacidade de descrevê-la.

Ensaio 2 (24/03/2017)

A Teoria Neutra da Evolução Molecular desenvolvida por Kimura (1968) trata da modelagem das taxas de substituição de nucleotídeos relacionadas as proteínas resultantes. Cálculos de taxas de substituição de pares de bases resultaram em um número muito maior que o esperado. Kimura notou também que muitas das mutações em fragmentos de DNA não resultavam em alterações nas proteínas relacionadas. Esses eram indícios de que a maioria das mutações resulta em evolução neutra ou quase neutra. Essa elevada taxa de mutação neutra mostra que a deriva genética estocástica tem papel fundamental na formação da estrutura genética das populações.

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