Livia Maria Silva Moura

Ensaio opcional (10/03/2017)

Dogma Central e o Código Genético

O dogma central da biologia molecular, conceituado na década de 50 e reformulado nos anos 70 por F. Crick [1], explica o caminho de transmissão de informações genéticas nos seres vivos. Estas informações, ou código genético, estão codificadas em trincas de bases nitrogenadas conhecidas como códon. Em cada posição do códon pode ocorrer quatro diferentes nucleotídeos - adenina (A), guanina (G), timina (T), citosina (C) - possibilitando 64 diferentes combinações. Cada códon corresponde a um aminoácido específico ou a um sinal de parada do evento de síntese proteica. Como existe apenas 20 aminoácidos essenciais, uma ou mais combinações de trincas ocorre para cada aminoácido. O código genético é, portanto, dito como redundante ou degenerado. As duas primeiras posições de um códon (3') são as mais críticas na definição do aminoácido a ser sintetizado, enquanto a terceira posição (5') pode ocorrer um pareamento com outra base sem que altere o aminoácido de interesse. Entretanto, algumas mudanças podem ser drásticas como o caso do Triptofano (códon TGG) que, caso não bem pareado na síntese, pode se tornar um códon de parada devido a terceira base (códon TGA).

Bibliography
1. Crick, F (1970). "Central dogma of molecular biology." Nature. 227 (5258): 561–3

Revisado por: Deyvid Amgarten

Comentários: O texto tem como objetivo descrever o dogma central da biologia de maneria resumida e com exemplos ilustrativos. É possível o reconhecimento de uma sentença tópico. Todavia, o texto termina um pouco abruptamente. Talvez uma frase concluindo a linha de pensamento ajudasse nesse sentido. O uso de vírgulas em orações explicativas, como em: "Estas informações, ou código genético, estão codificadas em trincas de bases nitrogenadas conhecidas como códon" ou do hífen como em "Em cada posição do códon pode ocorrer quatro diferentes nucleotídeos - adenina (A), guanina (G), timina (T), citosina (C) - possibilitando 64 diferentes combinações" podem dificultar a compreensão da informação. Não é em todo caso, mas vale a pena monitorar se não é um vício de linguagem.

Ensaio 1 (17/03/2017)

Replicação e Reparo

Apesar de altamente estável, o DNA sofre milhares de alterações em sua estrutura diariamente, sejam essas espontâneas ou pela exposição a agentes mutagênicos. A maioria dessas alterações são prontamente removidas pela maquinaria de reparo de DNA. Diferentes tipos de alterações desencadeiam diferentes tipos de mecanismo de reparo. Um exemplo são as lesões causadas pela radiação ultravioleta (UV). Esse tipo de radiação excita a molécula de DNA favorecendo a formação de dímeros entre pirimidinas adjacentes o que gera distorções da cadeia de dupla hélice. Esse tipo de lesão é corrigida pela via de reparo por excisão de nucleotídio (NER), que reconhece a lesão, excisa o fragmento da fita com a lesão, e sintetiza uma nova fita de DNA livre de erro utilizando a fita complementar como molde. Caso essas lesões não sejam reparadas, pode ocorrer um evento de mutação ou mesmo de morte celular, o que demonstra a importância dos eventos do reparo do DNA.

Revisado por: Camila Chabi

Texto muito bem escrito, entretanto tomar cuidado com as correções ortográficas (acentuação, concordância e vírgula). Exemplos: “Esse tipo de lesão é corrigida pela via de reparo”> “Esse tipo de lesão é corrigido pela via de reparo”; “nucleotídio”> “nucleotídeo”. Talvez a penúltima frase poderia ser subdividida em mais de uma frase, sendo mais objetiva.

Ensaio 2 (24/03/2017)

A evolução molecular ocorre através de vários processos evolutivos que ocorrem concomitantemente. Embora inicialmente contrastantes, duas teorias evolutivas tentam explicar alguns desses eventos evolutivos. A primeiras delas é a seleção natural. Ela baseia-se na manutenção de mutações adaptativas favoráveis, e eliminação das desfavoráveis, através de uma pressão seletiva externa, seja esse o ambiente ou outros organismos associados. Um exemplo da ampla atuação da seleção natural são os casos de endêmicos de malária nas populações africanas quando relacionada à doença anemia falciforme. Indivíduos homozigóticos nas mutações da anemia falciforme morrem cedo, então sofrem forte pressão negativa. Nos casos de indivíduos heterozigotos para a anemia, o parasita que causa a malária falciforme não consegue sobreviver nos eritrócitos, tornando esses indivíduos poucos susceptíveis à doença, quando comparado a um indivíduo sem o traço falcêmico. Neste caso, existe uma seleção adaptativa para o a mutação. A outra teoria evolutiva é a teoria neutra, que assume que a maioria das mutações que ocorrem nos organismos são por eventos estocásticos e possuem um mesmo valor adaptativo adaptativo, podendo esses serem fixados, ou não na população. Casos relacionados às milhares de substituições que ocorrem em regiões não codificantes do genoma sem nenhum dano aparente, ilustram essa teoria. Apesar de serem contrarias, essas teorias demostram uma complementariedade dentro do processo evolutivo do material genético dos organismos.

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